Imediatamente após o ataque, atletas e banhistas que estavam na praia se mobilizaram para prestar os primeiros socorros ao adolescente. A gravidade da situação exigiu que Deivison fosse rapidamente encaminhado ao Hospital Tricentenário. Aos cuidados da equipe médica, a situação, que já se mostrava crítica, culminou em uma parada cardiorrespiratória. Infelizmente, ao chegar à unidade de saúde, os profissionais constataram que o jovem não apresentava mais sinais vitais.
O médico Levi Dailton, que atendeu Deivison, detalhou a gravidade da lesão, que era extensa na coxa direita, uma área repleta de artérias responsáveis pela irrigação dos membros inferiores. Levando em conta a extensão da ferida, é provável que o adolescente tenha perdido uma quantidade significativa de sangue antes mesmo de receber ajuda adequada.
A região de Olinda é conhecida pelo seu histórico de ataques de tubarão. Com o incidente que resultou na morte de Deivison, o número de ocorrências nesse trecho chega a seis. Desde 1992, Pernambuco já contabiliza 27 mortes relacionadas a ataques de tubarão, em uma soma total de 82 incidentes.
Cabe ressaltar que quase três anos se passaram sem registros de ataques na orla do estado. Atualmente, a área está desprovida de monitoramento adequado. No início do ano, o Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões anunciou um edital para retomar o serviço, mas os detalhes ainda permanecem indefinidos.
Este trágico episódio levanta preocupações não apenas sobre a segurança dos banhistas, mas também sobre a necessidade urgente de medidas efetivas para garantir a proteção dos frequentadores das praias locais.






