Adoção de Inteligência Artificial em Estabelecimentos de Saúde do Brasil Atinge 18%, com Destaque para Unidades Privadas e de Maior Porte.

Uma pesquisa conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) indica que cerca de 18% dos estabelecimentos de saúde no Brasil estão utilizando inteligência artificial (IA). Esse número é ainda mais expressivo nas instituições privadas, onde a adoção é de 25%, enquanto nas unidades de saúde públicas o índice fica em apenas 11%.

O estudo, intitulado TIC Saúde 2025, teve como objetivo mapear a utilização de tecnologias de informação e comunicação nos serviços de saúde do país, além de analisar como os profissionais da área estão utilizando essas ferramentas. Para isso, foram entrevistadas 3.270 unidades de saúde em diversas regiões do Brasil, através de questionários online e chamadas telefônicas.

Entre os diferentes tipos de estabelecimentos, aqueles com internação e mais de 50 leitos se destacaram na adoção de IA, alcançando 31%, superando significativamente a média nacional. Os Serviços de Apoio à Diagnose e Terapia (SADT) também apresentaram um número elevado, com 29% de uso dessa tecnologia. Para unidades com até 50 leitos e as que não realizam internação, o percentual de uso cai para 17%.

As tecnologias mais empregadas incluem aplicativos como ChatGPT e Gemini, que foram mencionados por 76% dos estabelecimentos que utilizam IA. Outras ferramentas notadas incluem mineração de texto e análise de linguagem, usadas por 52%, e sistemas para automatização de processos, citados por 48%. O reconhecimento de fala e de imagens também surge como uma alternativa em 26% e 17% dos casos, respectivamente.

Os principais objetivos para a adoção de IA variam entre organização de processos clínicos e administrativos (45%) e melhorias na segurança digital (36%), com outros focos em aumentar a eficiência dos tratamentos e otimizar logística. Entre as instituições que não adotaram a tecnologia, as barreiras mais frequentemente citadas foram a falta de prioridade (62%), a ausência de necessidade ou interesse (53%) e a falta de profissionais capacitados (49%).

Em 2025, espera-se que 92% dos estabelecimentos de saúde no Brasil já utilizem sistemas eletrônicos para registro de informações dos pacientes, uma evolução significativa em comparação a 2023, quando esse índice era de 87%. Essa crescente adoção de tecnologias digitais revela uma transformação importante no setor de saúde, embora desafios permaneçam, especialmente para as unidades que ainda não incorporaram a inteligência artificial em suas operações.

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