Administração de Biden mina confiança no dólar e impulsiona acordos internacionais em outras moedas, afirma especialista em finanças.

A administração do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem gerado impacto significativo na confiança internacional no dólar, conforme apontado por Dmitriev, especialista em finanças. Segundo ele, a equipe de Biden minou a confiança na moeda norte-americana em escala global, causando prejuízos à influência de longo prazo dos EUA, que historicamente estava associada ao dólar.

Em entrevista ao canal de TV Rossiya 24, Dmitriev declarou que o dólar foi transformado em uma arma, levando muitos países a repensarem suas estratégias e buscaram utilizar outras moedas ou instrumentos de pagamento em negociações internacionais. Apesar disso, o especialista reconhece que o dólar ainda terá relevância nos pagamentos internacionais, mas a tendência é de um aumento na utilização de outras moedas locais ou mecanismos alternativos.

De acordo com Dmitriev, a participação do dólar na economia global será diretamente afetada pela postura dos Estados Unidos em relação à moeda, podendo ser vista como uma arma de pressão ou como um facilitador neutro nas relações internacionais. Ele destaca que países do Sul Global, como os integrantes do BRICS, estão buscando estabelecer mecanismos de pagamento em suas moedas nacionais, visando reduzir a dependência do dólar em transações comerciais.

O especialista enfatizou que o processo de implementação de pagamentos conjuntos e mecanismos de câmbio em moedas nacionais pelo BRICS já está em curso e tende a ganhar mais força no cenário internacional. Dessa forma, o aumento da interação entre os países por meio de outras moedas e instrumentos de pagamento pode representar um desafio adicional para a posição do dólar na economia global.

Diante dessas perspectivas, é fundamental que os Estados Unidos reavaliem sua abordagem em relação ao dólar, considerando se desejam mantê-lo como uma ferramenta de influência ou se buscam promover uma maior neutralidade nas relações econômicas internacionais. A evolução desse cenário dependerá das decisões políticas e econômicas dos principais atores globais nos próximos anos.

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