Natural de Leopoldina, Minas Gerais, e radicado no Rio de Janeiro desde jovem, Noca começou sua trajetória profissional longe das palcos. Antes de se tornar um renomado compositor, ele trabalhou como feirante, mas foi na música que encontrou seu verdadeiro chamado. A carreira como compositor teve início ainda na adolescência, aos 15 anos, na escola de samba Unidos do Catete, que se tornou conhecida pelo famoso samba-enredo “O grito do Ipiranga”.
Em 1967, por influência do sambista Paulinho da Viola, Noca ingressou na Portela, onde deixou uma marca indelével no cenário musical. Ele foi o criador de sambas que se tornaram clássicos, como “Recordar é viver” (1985), “Gosto que me enrosco” (1995), “Os olhos da noite” (1998) e mais recentemente, “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal” (2015). Sua contribuição para a música não se limitou a composições individuais; também fez parte do Trio ABC da Portela, junto com os artistas Picolino e Colombo, e participou de obras icônicas como “Portela Querida”, interpretada por Elza Soares, e o samba-enredo “O Homem de Pacoval” (1976).
Além da música, Noca foi um ativo militante político. Ele fez parte do Partido Comunista Brasileiro e ocupou a função de secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro de março de 2006 a janeiro de 2007, durante o governo de Rosinha Garotinho. Em 2008, a paixão pela política o levou a se candidatar a vereador do Rio de Janeiro pelo PSB, demonstrando seu compromisso com questões sociais e culturais.
A vida e a obra de Noca da Portela estão entrelaçadas à rica história do samba e à luta pela cultura. Seu legado permanecerá vivo nas memórias de todos que apreciam a arte e a tradição do gênero musical que ele tanto amou.





