Lugo Aguilar, que trabalhava no setor de marketing da PDVSA, foi detido e interrogado pela Direção de Contraespionagem Militar (DGCIM) como parte das investigações em andamento. Desde março de 2023, aproximadamente 60 pessoas foram presas no âmbito dessas investigações, que se somam a outras 25 iniciadas em 2017 devido a casos de corrupção na estatal de petróleo. Além disso, há 17 mandados de prisão pendentes.
Esse caso chocante não é o primeiro relacionado à corrupção na PDVSA a resultar em óbito de um detido. Anteriormente, duas pessoas presas também faleceram enquanto estavam sob custódia, com o Ministério Público declarando tais incidentes como “suicídios”.
Entre os envolvidos nesse escândalo está o ex-ministro do Petróleo Tareck El Aissami, ex-vice-presidente de Nicolas Maduro, que foi preso por irregularidades na venda de petróleo bruto através de ativos criptográficos. El Aissami, que renunciou em março de 2023 após as acusações, era um confiante tanto de Maduro quanto de seu antecessor, Hugo Chávez, e foi alvo de sanções dos Estados Unidos por supostas atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
O setor petrolífero da Venezuela tem sido alvo de diversas investigações criminais nos últimos anos. Rafael Ramírez, ex-ministro do Petróleo e presidente da PDVSA, está atualmente foragido na Itália, enquanto outros dois ex-titulares da pasta foram presos, com um deles falecendo sob custódia. As autoridades continuam a investigar a fundo esses casos de corrupção que assolam a estatal de petróleo do país.
