A denúncia de Ávila foi corroborada por representantes de organizações de direitos humanos, como Miriam Azem, da Adalah, que enfatizou a gravidade das alegações. Outros ativistas, como o espanhol Saif Abu Keshek, também foram capturados e relataram a experiência de serem mantidos em isolamento, vendados e imobilizados durante o transporte. As autoridades israelenses confirmaram a detenção de 175 ativistas, no entanto, apenas Ávila e Abu Keshek foram levados a Israel para interrogatórios.
O governo israelense argumentou a necessidade de extensão da detenção, alegando que os dois estavam associados à Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, uma entidade que Israel identifica com atividades de grupos considerados extremistas. Contudo, essa alegação foi rebatida pela Espanha, que condenou a detenção de seu cidadão e refutou as acusações feitas por Israel.
Além disso, a organização que planejou a flotilha declarou que a interceptação ocorreu a mais de mil quilômetros da costa de Gaza, considerando a ação israelense uma “armação mortal”. O episódio provocou uma onda de indignação internacional, reacendendo o debate sobre os direitos humanos e a forma como Israel responde a iniciativas que buscam desafiar o bloqueio imposto à Gaza. Organizações de direitos humanos solicitaram investigações independentes sobre a conduta das forças israelenses durante a operação, evidenciando a urgência de um posicionamento mais firme da comunidade internacional em relação às violências sistemáticas cometidas na região.
