A assinatura, que está marcada para ocorrer no Paraguai, representa um marco significativo nas relações comerciais entre as duas regiões, dado que o acordo ficou em negociação desde 1999. O texto preliminar foi finalizado em 2019, mas enfrentou desafios, principalmente ligados a questões ambientais e pressões políticas por parte dos países europeus. Estes exigiram garantias adicionais que garantissem a sustentabilidade do comércio, um ponto que o Mercosul hesitou em aceitar.
Além do Mercosul-UE, Alckmin mencionou que um acordo com os Emirados Árabes Unidos está em andamento. Essa diversificação nas parcerias comerciais é fundamental para o fortalecimento das relações econômicas do Brasil com outras nações. O vice-presidente destacou que já estão em discussão acordos semelhantes com outros países, incluindo Canadá, Índia e México. Ele enfatizou a importância de estabelecer preferências tarifárias com a Índia, que, embora não representem um livre comércio pleno, abrem oportunidades de negócio e integração econômica.
Outro ponto relevante abordado por Alckmin foi a interação do Brasil com os Estados Unidos em meio a um cenário de tensões tarifárias. O governo brasileiro continua sua luta para reduzir as tarifas impostas sobre produtos nacionais, ainda que parte das sobretaxas já tenha sido eliminada. O vice-presidente também comentou sobre as ameaças do presidente americano, que cogitou aplicar tarifas sobre países que mantêm relações comerciais com o Irã. Embora o volume de comércio do Brasil com Teerã seja considerado pequeno, Alckmin assegurou que o país está tomando medidas proativas através do Ministério das Relações Exteriores para evitar tais restrições.
Essas movimentações comerciais são vistas como parte de uma estratégia mais ampla de integração e fortalecimento das economias sul-americana e mundial, com foco na diversificação de parcerias e na redução de barreiras comerciais.







