Acordo Mercosul-União Europeia deve entrar em vigor no segundo semestre, afirma Geraldo Alckmin sobre a maior parceria já firmada entre blocos econômicos.

Na última quinta-feira, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que o tão aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) deve entrar em vigor no segundo semestre de 2023.

Alckmin destacou que a formalização do acordo, que vinha sendo negociado há 25 anos, finalmente ocorrerá neste sábado, dia 17. Durante sua participação no programa “Bom Dia, Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ele compartilhou expectativas otimistas sobre a aprovação legislativa que permitirá a implementação do acordo. Segundo o ministro, após a assinatura do acordo, será necessário a aprovação tanto pelo Parlamento Europeu quanto pela Assembleia Legislativa do Brasil, um passo que ele espera que seja concluído ainda no primeiro semestre deste ano. Com isso, a expectativa é que a vigência do acordo comece a ser implementada a partir do segundo semestre.

Alckmin classificou o acordo como o maior já realizado entre blocos econômicos, abrangendo aproximadamente 720 milhões de pessoas e criando um mercado que movimenta cerca de 22 trilhões de dólares. O ministro ressaltou que os cinco países do Mercosul—Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e, mais recentemente, a Bolívia—se juntam aos 27 países da União Europeia. Essa união, segundo ele, representa uma oportunidade significativa para incrementar o comércio bilateral, possibilitando ao Brasil a chance de expandir suas exportações e, consequentemente, a sua inserção no mercado global.

Com a eliminação de tarifas, Alckmin acredita que o acordo permitirá não apenas um crescimento nas vendas brasileiras, mas também um aumento na variedade e qualidade dos produtos disponíveis no mercado interno. “Ganha a sociedade, comprando produtos mais baratos e de melhor qualidade”, afirmou. Ele reiterou a importância do comércio exterior para a geração de empregos, enfatizando que muitas empresas dependem das exportações para a sua sobrevivência.

Por fim, o ministro sinalizou que o acordo serve como um exemplo positivo em tempos de instabilidade política e tendências protecionistas. Em meio a conflitos geopolíticos e discursos contra o livre comércio, a formalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia demonstra que é possível fortalecer o multilateralismo por meio do diálogo e da negociação.

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