Merz destacou a importância do acordo, que, segundo ele, dará origem a um dos maiores mercados consumidores do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de pessoas. Em sua declaração à imprensa, o primeiro-ministro enfatizou os esforços despendidos para que esse termo se tornasse realidade, lembrando que as negociações se estenderam por mais de 25 anos. “Em 1º de maio, o acordo com o Mercosul finalmente entrará em vigor, após longas e intensas negociações”, afirmou.
Durante o encontro, os líderes também discutiram o chamado Hannover Messe, uma feira de tecnologia e inovação industrial de renome mundial que ocorrerá em breve. Lula, por sua vez, ressaltou a relevância do acordo, afirmando que ele não apenas impulsionará o comércio, mas também estimulará investimentos e a criação de empregos.
O presidente brasileiro citou dados significativos, mencionando que o acordo criará um mercado com quase 720 milhões de pessoas e um PIB combinado que chega a US$ 22 trilhões. “Mais comércio e mais investimentos significam novas oportunidades. Com a maior integração produtiva, reforçamos a estabilidade das cadeias de suprimentos”, destacou Lula.
Ele também indicou que existem muitas complementaridades a serem exploradas entre as economias, sugerindo que o Brasil pode ajudar na transição energética da União Europeia, contribuindo para a redução dos custos de energia e para os esforços de descarbonização.
Este acordo é considerado o maior já firmado entre blocos econômicos e estabelece uma zona de livre comércio entre a Europa e a América do Sul, facilitando a importação e exportação de produtos com isenção ou redução de tarifas. As primeiras medidas do acordo entrarão em vigor em 1º de maio, conforme os países concluírem seus processos de ratificação, um passo que o Brasil já completou em março.
