Em sua análise, Murara enfatiza a necessidade de um conjunto de medidas que o governo uruguaio deve implementar para proteger suas indústrias. Ele sugere que o país deve priorizar a proteção de certos segmentos, além de estimular a inovação e buscar a redução de custos internos. Isso seria fundamental para manter a competitividade em um cenário onde produtos de valor agregado, muitas vezes negligenciados pelas autoridades, se tornam cada vez mais difíceis de competir devido aos preços praticados.
Nesse sentido, Murara observou que, apesar da necessidade do acordo para abrir novos mercados e assegurar preferências tarifárias que beneficiem os produtos agrícolas uruguaios — o principal motor econômico do país —, os desafios são consideráveis. O Uruguai, com um mercado interno limitado, se vê na obrigação de se adaptar rapidamente após a implementação do acordo, que está agendada para entrar em vigor temporariamente, mesmo antes da aprovação final pelo Parlamento Europeu.
A assinatura do acordo no Paraguai, marcada para amanhã, simboliza uma esperança para a diversificação e expansão das exportações uruguaias, embora também intensifique o debate sobre a viabilidade da indústria local diante da concorrência externa. Munido dessas preocupações, Murara pede uma reflexão séria por parte das autoridades e um planejamento estratégico que assegure a viabilidade do setor, evitando assim um cenário de fechamento de empresas e desemprego.
Dessa forma, o futuro econômico do Uruguai pode depender não apenas das oportunidades oferecidas pelo novo acordo, mas também da agilidade e eficiência com que o governo e as indústrias locais se prepararem para enfrentar os desafios que se apresentam.







