Em sua declaração, o chanceler paquistanês expressou otimismo, afirmando que “estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz”. Ele revelou que, uma vez finalizado, o próximo passo seria iniciar conversas técnicas na semana seguinte. Sharif também fez questão de agradecer tanto aos Estados Unidos quanto ao Irã pelo comprometimento demonstrado durante todo o processo de negociação e reconheceu o apoio de países da região do Golfo Pérsico à sua atuação mediadora.
Embora o entusiasmo de Sharif seja palpável, o Ministério das Relações Exteriores do Irã adota uma postura mais cautelosa. Através de suas declarações, autoridades iranianas admitiram que a assinatura de um memorando de entendimento nos próximos dias é uma possibilidade, mas reafirmaram que não se concretizará no imediato, em referência ao domingo.
Na véspera das conversações, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, informou que o memorando incluirá temas críticos, como questões relacionadas ao transporte marítimo, reconstrução econômica e a liberação de ativos iranianos. Além disso, a discussão sobre um plano econômico que visa indenizações ao Irã também foi mencionada.
Um dos principais pontos de divergência entre as partes continua sendo a questão nuclear. O Irã defende que o enriquecimento de urânio de alta pureza ocorra em seu território, enquanto os Estados Unidos demandam garantias mais robustas. Apesar das promessas de um entendimento, um plano de 14 pontos atribuído ao governo americano foi considerado falso por Donald Trump. Este documento supostamente abordava a suspensão de bloqueios navais, a reabertura do estreito de Ormuz, a diminuição de sanções e a desistência do Irã de seu programa de armas nucleares.
Assim, é evidente que, apesar do progresso nas negociações, vários obstáculos ainda precisam ser superados antes que um acordo definitivo possa ser alcançado.
