Em sua declaração, Sharif expressou gratidão a ambas as partes pela disposição de dialogar e também reconheceu o apoio dos países da região do Golfo Pérsico. “Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. O Paquistão está se preparando para a assinatura eletrônica do acordo, que precederá conversas técnicas na próxima semana”, afirmou.
Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã não confirmou a assinatura do acordo para o dia seguinte, mas deixou claro que um memorando de entendimento pode ser oficializado em breve. Abbas Araghchi, o chanceler iraniano, mencionou que o documento tratará de diversos temas, como transporte marítimo, investimento em reconstrução e desenvolvimento econômico, além do desbloqueio de ativos iranianos. Também está em pauta um plano para compensar o país persa economicamente.
O acordo que está sendo discutido não se limita a questões econômicas; ele também aborda a delicada questão nuclear e o levantamento das sanções impostas ao Irã. No entanto, um ponto pendente nas conversas é a insistência do Irã em processar urânio altamente enriquecido em seu território, um tema que continua a gerar controvérsia.
A diplomacia entre os EUA e o Irã também tem sido marcada por documentos e propostas que, segundo a mídia iraniana, foram rejeitados como falsos pelo presidente norte-americano. Dentre as exigências apresentadas estava a suspensão do bloqueio naval e a desmilitarização do programa nuclear iraniano, fatores que refletem as dificuldades em alcançar um consensus definitivo.
Com a situação se desenrolando, a comunidade internacional observa atentamente os próximos passos deste potencial acordo, que pode ter impactos significativos na dinâmica geopolítica do Oriente Médio.
