O contexto se torna ainda mais delicado à medida que o Inter se prepara para divulgar seu balanço do primeiro trimestre de 2023, previsto para esta quinta-feira. As expectativas são altas: uma prévia analisada por especialistas aponta para um crescimento de 54,6% no lucro por ação e de 44,4% na receita em comparação ao mesmo período do ano anterior. Contudo, para os analistas, quanto maiores as espectativas, maior o risco de frustração; resultados positivos podem não ser suficientes se não superarem o consenso do mercado.
Os analistas do Safra, por exemplo, afirmam que apenas um lucro positivo já não é garantia de um investimento atrativo. Eles projetam crescimento de 33% na carteira total em 12 meses, um ritmo inferior ao de 36% registrado no final de 2022. Para o lucro líquido, a expectativa é de R$ 394 milhões, com um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 15,4%. Contudo, um aumento nas taxas de inadimplência e a desaceleração no crescimento exacerbam a atenção em torno dos números que o banco deve apresentar.
Enquanto isso, a XP, a principal plataforma independente de investimentos do Brasil, também enfrenta suas dificuldades. A empresa viu suas ações recuarem 2,94%, cotadas a US$ 18,50, véspera da divulgação de seus resultados do primeiro trimestre. As estimativas apontam para um lucro de R$ 2,57 por ação e uma receita de R$ 4,88 bilhões, o que representaria um avanço de 12% em relação ao ano anterior, mas indicam uma queda sequencial em relação aos R$ 4,95 bilhões do último trimestre.
Por outro lado, a Stone, apesar de uma queda de 2,25% em suas ações, preserva o interesse dos investidores institucionais, com várias grandes entidades aumentando suas participações na empresa. Contudo, as expectativas dos analistas variam, com uma revisão negativa de preços-alvo, enquanto a Nu Holdings também viu uma desvalorização de suas ações, refletindo um clima geral de incerteza entre as fintechs.
A sessão também foi marcada pela queda das bolsas norte-americanas, que enfrentaram pressão devido a novos conflitos no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o transporte de petróleo. Essa situação torna-se uma variável a mais no já complicado cenário econômico global, influenciando a confiança dos investidores e o desempenho das ações de empresas financeiras.







