Ações da Vale despencam após resultados financeiros aquém das expectativas, mesmo com lucro em alta no primeiro trimestre de 2026.

Na última quarta-feira (29), as ações da Vale, uma das principais mineradoras do Brasil, apresentaram uma acentuada queda na B3, a Bolsa de Valores brasileira. O declínio se intensificou no dia seguinte à divulgação dos resultados financeiros da empresa para o primeiro trimestre de 2026.

Por volta das 11h20, as ações da Vale (VALE3) recuaram 4,49%, sendo negociadas a R$ 80,60. Este movimento negativo seguiu uma queda de 1,3% anterior, com os papéis fechando o dia anterior cotados a R$ 84,39, antes mesmo da publicação do balanço. A Vale, que possui um peso significativo no mercado de ações do país, viu alguns de seus resultados financeiros frustrar as expectativas de analistas. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) foi de US$ 3,9 bilhões, ligeiramente inferior à previsão média de US$ 4 bilhões. O lucro líquido, por sua vez, alcançou apenas US$ 1,89 bilhão, bem abaixo da expectativa que girava em torno de US$ 2,5 bilhões.

Entretanto, o desempenho do primeiro trimestre de 2026 trouxe indicadores de recuperação, com um lucro líquido de US$ 1,893 bilhão, refletindo um crescimento de 36% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A empresa conseguiu se recuperar de um prejuízo de US$ 3,8 bilhões registrado no último trimestre de 2025, que foi atribuído a baixas contábeis. O Ebtida apresentou um aumento anual de 23%, totalizando US$ 3,9 bilhões.

A receita líquida de vendas nesse período alcançou US$ 9,25 bilhões, representando um incremento de 14% em relação ao ano passado. Contudo, os custos e despesas totais cresceram 12%, atingindo US$ 6,6 bilhões, o que preocupa investidores quanto ao controle financeiro da mineradora.

Adicionalmente, a dívida líquida expandida da Vale somou US$ 17,8 bilhões, um aumento de US$ 2,2 bilhões em relação ao ano anterior. Este crescimento é um reflexo dos dividendos pagos e dos juros sobre capital próprio durante o período. A Vale informou que o investimento em projetos de crescimento foi de US$ 182 milhões no primeiro trimestre.

Por fim, a mineradora destacou que o preço médio do minério de ferro finos atingiu US$ 95,8 por tonelada, apresentando uma leve alta, o que reflete suas estratégias de portfólio e as respectivas demandas de mercado. O desempenho das ações da Vale continuará a ser monitorado de perto, dada a sua importância não apenas para o setor mineral, mas também para a economia nacional.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo