ACM Neto minimiza impacto de Lula na Bahia e destaca dificuldade do governo na segurança pública e obras em carta a católicos.

O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, do União Brasil, minimizou a relevância política da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, ao estado, que ocorreu recentemente. Em uma declaração feita na véspera da chegada do petista, Neto ressaltou que a presença de Lula, que obteve 72% dos votos da Bahia no segundo turno das eleições de 2022, teria um impacto insípido nas eleições deste ano.

Durante um evento em Jequié, o ex-prefeito de Salvador expressou sua visão sobre a relação entre o governo federal e o estado, afirmando que visitas presidenciais são normais e não provocam alterações significativas no panorama político local. “Quantas vezes o presidente Lula visitou a Bahia? Isso não mexe em nada; é normal. O presidente da República tem que estar na Bahia, isso não muda nada”, declarou ACM Neto a jornalistas.

O pré-candidato também insinuou que Lula poderia estar sendo mal assessorado pelo atual governador, Jerônimo Rodrigues, seu oponente político nesta corrida eleitoral. Ele mencionou o andamento das obras da Ponte Salvador-Itaparica como um exemplo, afirmando que o presidente poderia estar sendo “enrolado”. “Com todo respeito ao presidente Lula, eu acho que mais uma vez ele pode estar sendo enrolado por Jerônimo e pela turma aqui do governo da Bahia”, afirmou.

A visita de Lula provocou reações adversas, incluindo críticas direcionadas a ACM Neto, que foram levantadas durante a agenda do presidente. Em um discurso, Lula lembrou a polêmica envolvendo Neto, onde ele se declarou negro em uma ocasião anterior, sugerindo que o ex-prefeito poderia não ser a figura de confiança que almeja apresentar.

Apesar de se opor a Lula e de estar em disputa direta com um candidato do PT, ACM Neto afastou a possibilidade de um apoio formal a Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais, especialmente no primeiro turno, mesmo com um nome do PL já confirmado para o Senado em sua chapa. Para evitar que a discussão estadual seja contaminada por questões nacionais, o pré-candidato tem intensificado suas críticas ao governo de Jerônimo, especialmente em tópicos como economia e segurança pública. Neto argumenta que a administração petista “perdeu o controle da segurança pública” no estado, enfatizando que sua gestão apresentará uma alternativa efetiva para os problemas enfrentados pelos baianos.

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