Durante um evento em Jequié, o ex-prefeito de Salvador expressou sua visão sobre a relação entre o governo federal e o estado, afirmando que visitas presidenciais são normais e não provocam alterações significativas no panorama político local. “Quantas vezes o presidente Lula visitou a Bahia? Isso não mexe em nada; é normal. O presidente da República tem que estar na Bahia, isso não muda nada”, declarou ACM Neto a jornalistas.
O pré-candidato também insinuou que Lula poderia estar sendo mal assessorado pelo atual governador, Jerônimo Rodrigues, seu oponente político nesta corrida eleitoral. Ele mencionou o andamento das obras da Ponte Salvador-Itaparica como um exemplo, afirmando que o presidente poderia estar sendo “enrolado”. “Com todo respeito ao presidente Lula, eu acho que mais uma vez ele pode estar sendo enrolado por Jerônimo e pela turma aqui do governo da Bahia”, afirmou.
A visita de Lula provocou reações adversas, incluindo críticas direcionadas a ACM Neto, que foram levantadas durante a agenda do presidente. Em um discurso, Lula lembrou a polêmica envolvendo Neto, onde ele se declarou negro em uma ocasião anterior, sugerindo que o ex-prefeito poderia não ser a figura de confiança que almeja apresentar.
Apesar de se opor a Lula e de estar em disputa direta com um candidato do PT, ACM Neto afastou a possibilidade de um apoio formal a Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais, especialmente no primeiro turno, mesmo com um nome do PL já confirmado para o Senado em sua chapa. Para evitar que a discussão estadual seja contaminada por questões nacionais, o pré-candidato tem intensificado suas críticas ao governo de Jerônimo, especialmente em tópicos como economia e segurança pública. Neto argumenta que a administração petista “perdeu o controle da segurança pública” no estado, enfatizando que sua gestão apresentará uma alternativa efetiva para os problemas enfrentados pelos baianos.
