ACM Neto Avalia Apoio a Caiado na Presidência e Enfrenta Divisões Dentro do União Brasil e Entre Aliados na Bahia

Em um movimento estratégico no cenário eleitoral da Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, pré-candidato ao governo estadual pela União Brasil, manifestou, nesta terça-feira, uma provável intenção de apoiar a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, do PSD. Apesar do vínculo histórico de mais de 25 anos de amizade que os une, ACM Neto afirmou que ainda consultará os membros do seu partido antes de tomar uma decisão final.

“Tenho uma relação histórica com Caiado, que torna difícil não estar ao lado dele. A pré-candidatura dele foi inclusive lançada em Salvador”, declarou ACM Neto, destacando a importância de respeitar os posicionamentos de seus aliados e dos partidos que integram a aliança. Este movimento ocorre logo após Caiado anunciar apoio a ACM Neto em sua corrida pelo governo da Bahia. Na última segunda-feira, durante o evento de lançamento de sua candidatura à Presidência da República, Caiado enfatizou que estará ao lado do ex-prefeito na Bahia.

Entretanto, no interior do União Brasil, a situação é complicada. Embora uma parte do partido defenda uma aliança com Caiado, outra ala se mostra favorável ao apoio ao senador Flávio Bolsonaro. Além disso, existe um grupo que prefere deixar a decisão a cargo dos diretórios regionais. Importante mencionar que Caiado recentemente deixou o União Brasil, ingressando no PSD com o intuito de fortalecer sua candidatura presidencial.

No círculo próximo a ACM Neto, também há divisões. Outro ex-ministro, João Roma, por exemplo, já expressou sua inclinação a apoiar Flávio Bolsonaro, evidenciando que o terreno político na Bahia é bastante fragmentado.

Entre os bastidores, as discussões giram em torno da possibilidade de um palanque duplo na Bahia, onde tanto Caiado quanto ACM Neto poderiam participar de eventos de campanha. No entanto, ainda não se tem clareza sobre como essa articulação poderá ser efetivada na prática. Este cenário reflete a complexidade das alianças políticas que se formam em períodos eleitorais, em que a tradição, a amizade e os interesses partidários frequentemente colidem.

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