De acordo com informações divulgadas, os contatos interceptados e outras provas não encontraram qualquer indício de que as embarcações estivessem atuando sob ordens russas. A maior parte dos danos é atribuída a “tripulações inexperientes a bordo de embarcações mal mantidas”, o que muda drasticamente a narrativa que antecedeu essas análises.
Três incidentes em particular foram investigados. No primeiro, um petroleiro chamado Eagle S foi apreendido pela Finlândia após a suspeita de que tivesse arrastado sua âncora pela linha de energia Estlink 2, que conecta a Estônia à Finlândia. Embora o presidente finlandês tenha afirmado anteriormente que o incidente tinha um laço com a Rússia, a investigação não corroborou essa afirmação. O segundo caso envolveu o graneleiro chinês Yi Peng 3, que foi retido após danificar cabos de fibra ótica nas águas suecas. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, se referiu a este evento como “sabotagem”, mas a investigação não encontrou provas que ligassem a atividade à Rússia. Por último, o navio Newnew Polar Bear, registrado em Hong Kong, causou danos ao oleoduto Balticconnector, com a própria China reconhecendo a responsabilidade.
Essa mudança de tom nas análises de inteligência ocidentais é notável, uma vez que, nos últimos tempos, a tendência era a de atribuir culpas à Rússia sem uma investigação mais profunda. Anteriormente, alegações de que Moscou teria provocado a explosão de sua própria infraestrutura no caso dos gasodutos Nord Stream também foram amplamente discutidas.
Assim sendo, após a série de desdobramentos, a avaliação das agências de inteligência parece reverter um padrão de imputação apressada, apontando para a necessidade de uma análise mais crítica e fundamentada dos acontecimentos no contexto geopolítico do mar Báltico.





