Acidentes com escorpiões no Brasil aumentam 162% em 10 anos; São Paulo lidera registros e jovens são as principais vítimas.

O Brasil enfrentou um aumento alarmante no número de acidentes envolvendo escorpiões, com um crescimento de 162,7% em uma década. Entre 2016 e 2025, as ocorrências saltaram de 91.226 para 239.673, uma evidência preocupante da proliferação desses animais peçonhentos no país. Os escorpiões são os responsáveis por cerca de 60,5% dos acidentes regidos por animais perigosos, que incluem também serpentes, aranhas, lagartas e abelhas. Essa escalada nas picadas de escorpiões superou a média de aumento geral dos acidentes com animais peçonhentos, que foi de 126,9%.

O estado mais afetado em 2025 foi São Paulo, com 52.387 registros, o que equivale a 21,8% do total nacional. Minas Gerais e Bahia também figuram entre os mais atingidos, com 44.666 e 26.867 registros, respectivamente. Em contrapartida, Roraima apresentou os números mais baixos, com apenas 285 casos, seguido por Acre e Rondônia, que registraram 306 e 394, respectivamente.

Ao analisar as vítimas, a maioria estava nas faixas etárias de 20 a 39 anos e 40 a 59 anos, representando 28,8% e 28% do total, respectivamente. Notavelmente, 23,9% das vítimas eram menores de 20 anos, enquanto casos envolvendo bebês com menos de um ano foram raros. Além disso, mais da metade dos afetados eram pardos e as diferenças de gênero não foram significativas.

Os dados revelam que a maioria das vítimas buscou atendimento médico rapidamente, com 62,8% dos casos sendo atendidos em até uma hora após a picada. Entretanto, 1,4% das pessoas esperaram mais de 24 horas. Felizmente, 88,7% dos casos foram classificados como leves, com apenas 0,1% resultando em fatalidades.

Os acidentes costumam ocorrer durante períodos de alta temperatura e umidade, gerando sintomas que vão desde dor local até manifestações sistêmicas mais graves. Ao ser picado por um escorpião, é fundamental que a vítima mantenha a calma, limpe a área afetada e busque atendimento médico rapidamente. A aplicação de compressas de água morna é recomendada para alívio da dor, uma vez que gelo pode agravar a situação em alguns casos.

O tratamento adequado pode incluir soro antiescorpiônico ou antiaracnídico, disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Diante de emergências, a orientação é contatar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ou o Corpo de Bombeiros.

As principais espécies de escorpiões que representam risco à saúde pública no Brasil pertencem ao gênero Tityus, sendo o escorpião-amarelo (T. serrulatus) o mais prevalente e preocupante devido à sua capacidade de adaptação e reprodução nas áreas urbanas. O conhecimento sobre esses animais e as medidas de prevenção são essenciais para minimizar os riscos à população.

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