Apesar da grandiosidade do evento, a presença da família do presidente foi limitada. Apenas dois membros de seu círculo pessoal estiveram na avenida: uma filha e uma neta. Essa ausência foi notada, principalmente porque a primeira-dama, Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja, não compareceu ao desfile. Essa situação levantou questionamentos sobre a representatividade familiar em um momento que se pretendia de celebração e reconhecimento ao trabalho do presidente.
O enredo da escola de samba traçou um retrato da trajetória de Lula, passando por suas conquistas e desafios ao longo dos anos. Os componentes da Acadêmicos de Niterói trabalharam para criar uma apresentação vibrante, com fantasias e alegorias que simbolizavam a luta e as vitórias do ex-sindicalista. Cada ala do desfile foi pensada para lembrar eventos que marcaram não apenas a vida de Lula, mas também a história recente do Brasil.
O desfile é uma oportunidade única de reunir milhares de pessoas em um só lugar, celebrando a cultura e a paixão pelo samba. Neste ano, a homenagem à figura de Lula se alinhou a um contexto político em que sua liderança é tanto admirada quanto criticada. A Acadêmicos de Niterói buscou, assim, reafirmar a importância de um líder que transformou a política brasileira, mesmo diante das adversidades.
O desfile, que se tornou um verdadeiro espetáculo, também chamou a atenção pela forma como a presença e ausência de figuras públicas se entrelaçam em momentos de celebração e reflexão. A ausência da primeira-dama pode ter proporcionado um espaço para que a homenagem fosse vista sob uma nova perspectiva, focando no legado e nas realizações de Lula, e não apenas em sua família. Com isso, a Acadêmicos de Niterói se consolidou como uma escola capaz de engajar e emocionar, ao mesmo tempo em que fez uma ponte entre o carnaval e a história contemporânea do Brasil.
