A petição aponta uma aparente ilegalidade no processo eleitoral, denunciando supostas práticas de compra de votos. A transferência de eleitores de outras cidades de Alagoas para Maravilha é um dos métodos de manipulação eleitoral mencionados no documento. “Como cidadãos de Maravilha, temos o direito de escolher nossos representantes de maneira livre e justa, e qualquer manipulação desse processo prejudica profundamente nossa cidade e nosso futuro”, declara o texto vigorosamente.
Com uma reputação como capital paleontológica e arqueológica de Alagoas, Maravilha levou às urnas 7.263 eleitores no dia 6 de outubro. O cenário eleitoral culminou na vitória de Nino, que obteve 54,88% dos votos válidos, equivalentes a 3.824 votos, apoiado pela então prefeita Maria da Conceição Ribeiro de Albuquerque. O candidato adversário, Professor Jamis do PP, foi derrotado com uma significativa soma de 45,12% dos votos válidos, que se traduziu em 3.144 votos. Apesar dessas cifras, 58 votos foram contabilizados como brancos (0,80% dos votos totais) e 237 como nulos (3,26%). O índice de abstenção registrou-se em 1.651 eleitores.
Ao se analisar dados demográficos, a discrepância entre o número de eleitores e a população estimada de 9.715 pessoas (conforme estimativa do IBGE para 2024) levanta questões. Apenas cerca de 900 residentes não possuem cadastro eleitoral em Maravilha, número esse que parece contraditório quando considerado que a quantidade de jovens abaixo de 16 anos na cidade deveria superar este montante, conforme apontamentos da equipe jurídica que apoia o abaixo-assinado. A possível incongruência reforça os apelos por uma investigação minuciosa sobre as eleições de 2024, com os habitantes de Maravilha buscando, acima de tudo, a transparência e integridade do processo democrático.







