A direção nacional do partido Democracia Cristã (DC) anunciou a abertura de um processo disciplinar para expulsar o ex-ministro alagoano Aldo Rebelo da legenda. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (21), após declarações públicas de Rebelo contra a condução do partido e a escolha do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como nome da sigla para disputar a Presidência da República.
A crise interna teve início depois que o DC retirou o nome de Aldo Rebelo da condição de pré-candidato ao Palácio do Planalto e passou a apostar em Joaquim Barbosa para a corrida eleitoral de 2026. Em resposta, Rebelo afirmou que manterá sua pré-candidatura e classificou a decisão partidária como uma “afronta”.
Em nota oficial, o Democracia Cristã acusou o ex-ministro de promover ataques à direção nacional da legenda e ao presidente do partido, João Caldas. Segundo o texto, a sigla tentou resolver o impasse de forma harmoniosa, mas alegou ter encontrado “reiterada intransigência” por parte do recém-filiado.
O partido informou ainda que o procedimento disciplinar deve resultar na expulsão sumária de Aldo Rebelo, com comunicação formal da desfiliação à Justiça Eleitoral.
Joaquim Barbosa integrou o Supremo Tribunal Federal entre 2003 e 2014 e chegou a ser cotado para disputar a Presidência da República em 2018, mas desistiu da candidatura naquele ano.
Aldo Rebelo, por sua vez, criticou a forma como a decisão foi tomada dentro da legenda. Em nota, o ex-ministro afirmou que candidaturas presidenciais devem representar “projetos coletivos” e não interesses específicos de grupos internos. Também declarou que a indicação de Joaquim Barbosa ocorreu sem transparência e em desacordo com princípios democráticos.
Pela legislação eleitoral brasileira, candidatos à Presidência precisam estar filiados a um partido político ao menos seis meses antes da eleição para terem a candidatura homologada pela Justiça Eleitoral.
