Durante sua incrível jornada de oito anos pela África e Europa, Tété-Michel enfrentou inúmeras adversidades e desafios, mas seu desejo de conhecer a Groenlândia e escapar das cobras o impulsionou a continuar. No momento em que finalmente colocou os pés na ilha congelada, ele se tornou a primeira pessoa africana registrada a chegar lá.
O jornalista destaca a recepção surpreendente que Tété-Michel recebeu ao desembarcar em Qaqortoq, com a população local admirada com a presença de um homem negro pela primeira vez. As crianças da aldeia, curiosas e temerosas, o apelidaram de Tornasuk ou Qivittoq, espíritos lendários que habitavam as montanhas.
Ao longo de sua estadia na Groenlândia, Tété-Michel viveu experiências únicas, como aprender a andar de trenó e caçar focas no gelo. Ele compartilha sua fascinação pelo animismo e pela liberdade que encontrou na terra dos inuítes, contrastando com a rigidez hierárquica de sua cultura africana.
Após sua volta para casa, Tété-Michel tornou-se uma figura respeitada, compartilhando suas aventuras com seu povo e construindo uma ponte entre a África e a Groenlândia. Seu livro, “Um Africano na Groenlândia”, tornou-se um fenômeno popular e o catapultou para a fama, permitindo-lhe compartilhar sua história com o mundo.
Essa narrativa inspiradora de coragem, determinação e descoberta de novos horizontes cativa o leitor e o transporta para uma viagem emocionante ao lado de Tété-Michel Kpomassie. É um relato envolvente de superação e aventura, que ressalta o poder transformador da busca por novas experiências e o encontro com culturas diferentes.