A CPI das Pirâmides Financeiras pretende solicitar judicialmente que Ronaldinho Gaúcho compareça à força para prestar depoimento.

A CPI das Pirâmides Financeiras decidiu acionar o Poder Judiciário para solicitar a condução coercitiva do empresário e ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. O ex-jogador, que já havia faltado ao colegiado na terça-feira, ignorou a nova convocação e apresentou uma justificativa para a sua ausência. A condução coercitiva permite que uma pessoa seja levada à presença de autoridades mesmo contra a sua vontade.

A decisão foi anunciada pelo presidente da CPI, deputado Aureo Ribeiro. Ronaldinho, juntamente com o irmão e empresário Roberto de Assis Moreira, está sendo investigado pela CPI por suposta relação com a empresa 18K Ronaldinho, que é alvo do colegiado por suspeita de fraude envolvendo investimentos em criptomoedas. O co-fundador da empresa, Marcelo Lara, não foi encontrado e há informações de que ele está fora do país.

Nesta quinta-feira, o irmão de Ronaldinho compareceu ao colegiado acompanhado de seu advogado e foi o único a prestar depoimento como testemunha. Assis afirmou que ele e o irmão nunca foram sócios da empresa 18K Ronaldinho e que foram vítimas dos sócios da empresa, que teriam utilizado o nome e a imagem de Ronaldinho sem autorização.

No entanto, Assis admitiu que manteve contrato com outras empresas relacionadas, como a 18K Watches, a 18K Corporation e a 18K Marketing Multinível, sendo remunerado por royalties. O presidente da CPI lembrou que a 18K Ronaldinho promete rendimentos de até 2% ao dia através de trading e arbitragem de criptomoedas e citou uma ação civil pública que cobra da empresa R$ 300 milhões por danos morais a clientes.

O relator da CPI questionou Assis sobre as providências adotadas diante das denúncias envolvendo a 18K Ronaldinho e a aparição do irmão em peças publicitárias da 18K Marketing Multinível dos mesmos sócios-proprietários. Algumas das peças foram exibidas no telão do colegiado e o deputado Caio Vianna explicou que eram propagandas que anunciavam o início da empresa antes mesmo de ela iniciar suas operações.

Assis afirmou que ao perceber que algo estava fora do contrato de venda de relógios e outros produtos, decidiu rescindir o contrato imediatamente. O presidente da CPI questionou se as propagandas foram indevidas e se eles processaram a empresa, mas Assis alegou que as imagens foram usadas indevidamente e negou ter processado a 18K Ronaldinho por isso.

A CPI das Pirâmides Financeiras espera que com a condução coercitiva de Ronaldinho Gaúcho, seja possível esclarecer os fatos e contribuir com as investigações sobre a empresa 18K Ronaldinho. A próxima etapa será aguardar a decisão do Poder Judiciário em relação ao pedido feito pela comissão.

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