O líder da Assembleia destacou que essa medida faz parte de uma estratégia mais ampla de promover a unidade nacional contra as agressões externas que a Venezuela tem enfrentado recentemente. A política do governo bolivariano, segundo ele, é engajar-se apenas com instituições e partidos que respeitam a Constituição do país, evitando interações com setores extremistas que negam o diálogo político. Este movimento de libertação de prisioneiros é parte de uma tentativa clara de gerar um ambiente de reconciliação e apoio mútuo dentro do país.
Em um contexto mais amplo, a presidente interina Delcy Rodríguez, em uma reunião com membros do governo, enfatizou a importância de restabelecer a ordem e a estabilidade no país, o que inclui, segundo ela, o resgate do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sequestrados em um recente ataque atribuído a forças norte-americanas. Esse evento provocou uma onda de críticas e condenações nas esferas internacionais, refletindo uma escalada nas tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos.
Durante as discussões, Delcy ressaltou que a unidade das forças revolucionárias é crucial para a continuidade do projeto bolivariano, um legado do ex-presidente Hugo Chávez. A situação se tornou ainda mais complexa com a recente audiência de Maduro e Cilia na Justiça dos Estados Unidos, onde os dois enfrentaram as implicações de suas ações políticas em meio a um clima de incerteza e desafios constantes.
Inesperadamente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos não seguiu a linha de acusação proposta pela administração de Donald Trump, que havia anteriormente insistido na ideia de que Maduro liderava um cartel de drogas. Em vez disso, a abordagem adotada nas últimas semanas indica uma possível mudança nas dinâmicas de poder e comunicação entre os países.
Diante desse cenário, a Venezuela continua a buscar formas de fortalecer sua autonomia e promover o diálogo interno, mesmo em tempos de adversidade.
