79% dos americanos acreditam em guerra prolongada entre EUA e Irã, revela pesquisa

Uma pesquisa recente revelou que 79% da população dos Estados Unidos acredita que o conflito militar com o Irã se prolongará por um período significativo. Esse estudo, realizado entre 10 e 12 de julho de 2026, entrevistou 1.019 cidadãos e possui uma margem de erro de cerca de quatro pontos percentuais. Este percentual reflete uma mudança preocupante em relação a um levantamento anterior, feito em março desse ano, que indicava que 65% dos entrevistados esperavam uma guerra duradoura.

A pesquisa também destaca a relutância da população em apoiar a nova ofensiva militar do presidente Donald Trump contra o Irã. Apenas 37% dos entrevistados manifestaram apoio à retórica e às ações do governo americano, enquanto 18% acreditam que o conflito terminará rapidamente, em questão de semanas. Esses números sugerem um cenário de incerteza e descontentamento em relação à política externa dos Estados Unidos.

A escalada das hostilidades entre Washington e Teerã ocorreu no final de junho, quebrando um mês de trégua que havia sido estabelecido por um acordo de cessar-fogo. Esse entendimento foi interrompido após acusações mútuas de ações hostis, com os EUA justificando a ofensiva como uma resposta a ataques iranianos a embarcações comerciais no estreito de Ormuz. Por sua vez, o Irã respondeu com uma série de ataques a instalações militares americanas na região.

Entre as ações relatadas, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã afirmou ter disparado mísseis balísticos contra alvos militares dos EUA no Catar e no Bahrein, além de realizar ataques com drones que visavam sistemas de defesa aérea em Kuwait. Em um clamor de segurança, Trump reiterou a intenção de manter o bloqueio naval contra o Irã, exigindo que países da região contribuíssem para os custos da proteção de rotas de navegação essenciais.

Essa nova fase de confrontos levanta preocupações sobre as consequências que um prolongado conflito militar pode ter não apenas para os países envolvidos, mas para à estabilidade da região do Oriente Médio como um todo.

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