Olímpia se Prepara para o 62º Festival do Folclore com Apresentação de Novos Grupos
Olímpia, julho de 2026 — O 62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL) se aproxima, trazendo uma vertente renovada em sua programação. Agendado para acontecer entre os dias 1º e 9 de agosto, o evento promete ser um marco em sua história ao comemorar o Jubileu de Alecrim e apresentar uma variedade de artistas e grupos folclóricos, muitos dos quais estarão se apresentando pela primeira vez. Sob o tema “Aquele Abraço” e com o estado do Rio de Janeiro sendo homenageado, o festival reunirá mais de 70 grupos, dos quais 17 fazem sua estreia aguardada no evento.
Os estreantes no FEFOL não apenas trazem consigo a alegria e as tradições da cultura popular brasileira, mas também a rica diversidade que se estende de Roraima, no extremo norte, até o Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil. A abordagem do evento reafirma o compromisso de celebrar e preservar manifestações culturais que são profundamente enraizadas nas comunidades onde surgiram. Entre os grupos participantes, destacam-se os bacamarteiros, bandas de congo, bumbas-meu-boi, afoxés e grupos de matriz indígena, cada um representando a rica tapeçaria cultural do país.
Um destaque especial vai para o Grupo Folclórico Tribo Waiká, de Boa Vista (RR), que faz sua primeira apresentação no festival. Formado em 2020, durante a pandemia, o grupo se dedica a preservar a cultura indígena e cabocla da Amazônia e possui um projeto vinculado ao Ministério da Cultura. O festival também celebra a tradição centenária trazida pela Banda de Congo Amores da Lua, de Vitória (ES), que tem se dedicado a manter viva a expressão cultural que é patrimônio imaterial do estado.
O Bumba Meu Boi também se destaca, com representações do nordeste e sul, incluindo grupos de Maceió (AL) e São Luís (MA), além do Boi de Mamão Brinca Meu Boi, de Florianópolis (SC), que apresenta a herança açoriana em um formato intergeracional.
Da tradição gaúcha, o Centro de Tradições Gaúchas Laço da Amizade, de Caxias do Sul, traz uma apresentação rica em indumentária e música típicas dos gaúchos dos séculos XVIII e XIX. Da mesma forma, o Batalhão de Bacamarteiros Cangaceiros de Lampião de Sergipe preserva a herança cultural do sertão por meio de trajes e personagens icônicos do cangaço.
O Rio de Janeiro, estado homenageado, tem a honra de apresentar o maior número de grupos estreantes, com sete apresentações inéditas, incluindo a Folia de Reis Brilhante Estrela de Belém e a Manjedoura Mirim do K11, que incentivam as tradições locais nas novas gerações.
O festival não é apenas uma vitrine da cultura, mas também uma plataforma de inclusão e transformação social, como enfatizam as autoridades locais. Priscila Foresti, secretária de Cultura e Defesa do Folclore de Olímpia, destaca que abrir as portas do FEFOL para novos grupos é uma maneira de manter a essência do folclore brasileiro viva. O prefeito Geninho Zuliani reforça que a participação de Roraima sublinha o avanço do evento como um espaço inclusivo que celebra a diversidade cultural do Brasil.
O 62º FEFOL promete atrair cerca de 180 mil visitantes ao longo de seus nove dias de festividade, com mais de 130 apresentações à noite e atividades durante o dia em várias localidades. A entrada é gratuita, refletindo a intenção do festival de democratizar o acesso à cultura popular brasileira.
Com um elenco diversificado e um foco em novas tradições que se entrelaçam com as antigas, o FEFOL reitera seu papel como um ponto de encontro vital para as expressões culturais de todo o país.
