O processo de seleção dos participantes foi conduzido pelo grupo de investigação Foresight, que garantiu a representatividade demográfica do grupo, com indivíduos de diferentes origens socioeconômicas e regiões. Essa abordagem estatística proporcionou a Marlene Engelhorn a tranquilidade de saber que a redistribuição de sua fortuna será realizada de forma legítima e democrática.
A ideia do projeto surgiu após a herdeira estudar sobre assembleias de cidadãos, um instrumento democrático em ascensão na Europa. A falta de justiça na cobrança de impostos levou Engelhorn a buscar uma forma mais igualitária de compartilhar sua riqueza, refletindo sobre a necessidade de uma redistribuição mais equitativa na sociedade.
Após anunciar o projeto em janeiro, a resposta foi imediata, com mais de 1400 inscrições entre 10 mil pessoas sorteadas para participar. Esse engajamento surpreendente demonstra o interesse da população em participar de decisões que envolvem a distribuição de recursos financeiros.
O projeto prevê seis reuniões até junho, nas quais os participantes discutirão a destinação dos 25 milhões de euros. A expectativa é que o “Conselho do Bem” estabeleça um precedente para outras iniciativas semelhantes, inspirando mudanças na concepção de valores e na forma como a riqueza é compartilhada.
Ao doar sua fortuna e instigar debates sobre desigualdade econômica, Marlene Engelhorn marca um novo caminho para os herdeiros de grandes fortunas. Sua abordagem inovadora busca regular a concentração de poder e promover uma distribuição mais justa da riqueza, questionando práticas fiscais e filantrópicas tradicionais.
O projeto liderado por Engelhorn promete ser um marco na discussão sobre a redistribuição de riqueza, contribuindo para a conscientização da população e inspirando mudanças significativas na forma como a sociedade encara o tema.







