Como autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, o principal papel do Ibama é executar as políticas nacionais relacionadas ao licenciamento ambiental, fiscalização do uso sustentável dos recursos naturais, além de monitoramento e controle da qualidade ambiental. No entanto, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, ressaltou que a instituição enfrenta desafios atuais, como a necessidade de valorização dos servidores e aumento no orçamento.
Agostinho afirmou que o número de servidores do Ibama diminuiu drasticamente ao longo dos anos e que aproximadamente mil funcionários se aposentarão nos próximos três anos. Além disso, ele ressaltou a importância de um planejamento estratégico que permita a resolução dos problemas ambientais do Brasil. O presidente da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema), Cleberson Zavaski, alertou sobre as ameaças e perigos enfrentados pelos servidores ao longo dos anos.
A associação denunciou perseguições aos servidores durante o governo Bolsonaro, mas também destacou avanços na governança ambiental. O deputado Nilto Tatto, coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, ressaltou a redução nos alertas de desmatamento na Amazônia, além do aumento nos autos de infração e na apreensão de produtos ilegais.
O parlamentar também mencionou o apoio ao pleito dos servidores para a modernização de suas carreiras, incluindo valorização salarial e melhor estruturação do processo de trabalho. Segundo Tatto, o governo federal busca superar os problemas de pessoal através de um concurso nacional unificado, e ele espera que o Parlamento possa intermediar a reivindicação dos servidores do Ibama junto à equipe econômica.
Assim, os 35 anos do Ibama foram marcados por comemorações, mas também por desafios e lutas dos servidores em prol da conservação ambiental e da valorização da instituição.





