Aline Frazão, é mãe, esposa e transplantada. Baiana de nascimento e alagoana de coração, ela se apaixonou pela capital alagoana e decidiu ficar. Além de todas essas funções, Aline também decidiu ser empreendedora.
Após descobrir uma doença crônica terminal nos rins, Aline deixou o trabalho com eventos e achou que não conseguiria mais se reerguer. “Fou um baque, na familia, no meu emociona, que tinha uma vida corrida. Quando eu recebi o diagnotsico, eu nao iria baixar minha cabeça e ia procurar ressignificar da melhor forma possivel”, conta Aline. Mas um milagre, como a mesma fala, a trouxe uma esperança. Após seis messes de hemodiálise, ela conseguiu a doação de um rim ou “risnaldinho”, como o chama.
Durante esse processo ela decidiu, junto com a família, iniciar uma vontade que vinha desde criança: criar uma papelaria. Assim, começaram as pesquisas e a construção de uma loja online. “O nome Cores e Fofuras veio de quando eu sai de uma vida preta e branca, de todo aquele processo doloroso, para uma vida colorida. Do apoio da minha família e, principalmente, dos meus clientes”, explica.
Alagoas tem cerca de 96.787 empresas comandadas por mulheres, um crescimento de 15,99% em relação a 2024, segundo dados do Sebrae. Apesar do crescimento, o estado está 8,1% abaixo da média nacional e do nordeste.
Ainda de acordo com o Sebrae, mesmo sendo mais escolarizadas, as mulheres empreendedoras ainda possuem uma renda 24% menor do que os homens no comando de empresas. O “trabalho invisível” – tarefas domésticas e cuidado com a família – segue como um dos principais fatores que impactam essa diferença.
“Não vou romantizar o empreendedorismo, pois não é fácil. A gente tem que lidar com o papel de mãe, de esposa, de amiga, dona de casa e de “eupreendedora”, porque o financeiro, a princípio, não agrega, e precisamos fazer de tudo um pouco: o marketing, a arrumação, a logística. as burocracias… e isso me fez pensar muito sobre ter uma loja física, pois o receio de voltar a ter uma vida agitada e perder o rim, sempre surgia em mente”, conta Aline.
Com o sucesso da loja online, o espaço de casa ficou pequeno. A procura de um local que pudesse comportar suas mercadorias, Aline viu sua futura loja em uma galeria, e já saiu de lá com o contrato em mãos. “Hoje, com o ponto fisico, e bem mais trabalhoso, mas eu venho para ca tao feliz e realizada, pois nao tem uma pessoa que nao entre por aqui e nao se encante, e isso me deixa muito feliz, pois foi algo que eu sonhei e que vai alem das minhas expectativas”, revela.
Da vontade de empreender, vieram os cursos e palestras profissionalizantes, eventos, feiras e exposiçoes e disso, vieram as amizades e parcerias. Todo primeiro sábado do mês, Aline se junta a mais duas amigas que conheceu em momentos de trocas de ideias para empreendedoras femininas, e fazem um dia de oficina, leituras e comida para as crianças.
Adda Pereira, professora e escritora, começou sua trajetoria de forma timida, escrevendo inicialemnte apenas para si. Mesmo acreditando que poderia escrever, nao acreditava tanto assim no seu potencial, ate que veio a pandemia e uma oportunidade de fazer o que queria. “Escrevi sem contar para ningu´em, e quando a historia estava pronta, eu chamei meu marido e meus filhos e li e disse que iria ser escritora. Eles escutaram, ficaram muito surpresos e meu marido disse que estava muito bom, e a partir dai, tudo caminhou”, conta. “Eu digo que eu so sou escritora, porque primeiro eu fui professora”, delcara.
No inicio, foi dificil, pois ela nao sabia como se posicionar no mercado, mas atraves de cursos voltados para o empreendedporismo de mulheres, foi entendendo qual caminho deveria seguir. “Eu vi que eu deveria aparecer, tinha que me mostrar como escritora, e as coisas foram acontecendo”, relembra a professora, que ja esta com um de seus livro em sua segunda tiragem.
Agora, junto com Aline, ela oferece momentos de lazer e diversao longe das telas para as crinaças, com oficinas e momentos de leituras e brincadeiras.

Em Alagoas, existem projetos voltados para o empreendedorismo feminino, como o Conexao Delas e o Sebrae Delas, Que aproxima mulheres que ja empreedem ou querem empreender, com troca de ideias e conversas. Os projetos tambem oferecem cursos e palestras gratuitas, de forma a oferecer uma direçao e fortalecer a ideia de mais mulheres donas do proprio negocio.
Monica Oliveira, decidiu sair do CLT e começar seu proprio negocio voltado para festas e eventos. “Um belo dia, decidi sair do CLT e montar meu neg´ocio. N˜ao foi f´acil, como empreender e um negocio bem dificil, e logo que eu comecei, veio a pandemia e outras dificuldades, mas deu certo”, explica. Ela trabalha por conta propria e contrata moinitores autonomos para cada festa.

A colaboraçao entre as tres, começou a partir de um encontro do COnexao Delas, do Sebrae. E os objetivos eram tao parecidos, que a parceria deu muito certo: “Dias antes, eu a vi postando a ideia no instagram, e eu ja queria falar que era algo que eu gostaria de participar, mas me resguardei. Uns dias depois,, ela entrou em contato comigo e falou da parceira. NOs ja estavamos conectadas e nem sabiamos “, conta Monica.
“O maior aprendizado que eu tiro do empreender e que nunca estamos sozinhas, sempre precisamos de alguem, para uma fortalecer a outra e dar um animo e se renova. Eu acho que essa parceria, onde damos as maos, e muito importamte”, finzaliza.




